Guilherme Bonfanti | Dido e Enéas

Dido e Enéas

A encenação de Dido e Enéias na Central de Produção do Teatro Municipal foi a primeira experiência do diretor Antônio Araújo e do Teatro da Vertigem com ópera. No entando, a concepção cêncica da montagem teve relação direta com os outros trabalhos do grupo.  Como nas outras peças a intenção foi estabelecer um diálogo entre a história contada e o espaço da apresentação.

Dessa forma, a finalidade do ambiente  – um lugar de construção, confecção e amazenamento de cenários, figurinos e adereços – foi levada pelo grupo para o primeiro plano. Ferramentas e aparelhos utilizados no dia-a-dia da Central de Produção foram integrados à encenação e elementos em estado bruto, como pedaços de madeira, ferro, plástico, ganharam papel de objetos de cena.